Por que sou palmeirense?

Vou plagiar 2 blogs que sigo… mas hoje preciso fazer isso 😉

Este texto precisa dessa trilha sonora de fundo…

Hoje meu GRANDE time de coração está fazendo 100 anos… não são 100 anos apenas de futebol, são 100 anos de glorias, de vitórias, de ídolos, de emoções a flor da pele, são 100 anos de muitas histórias…

Desses 100 anos vivi apenas ¼, mais já é o tempo mais que suficiente pra poder dizer que sou Palmeirense com muito orgulho, não me arrependo em nenhum segundo da minha existência dessa escolha.

Não sei exatamente quando este amor nasceu, mais lembro de histórias incríveis que vivenciei e tenho orgulho disso…

Quando fui pela primeira vez no antigo Parque Antártica e vi o “alviverde imponente no gramado onde a luta o guarda” me emocionei… lembro em detalhes daquele jogo Palmeiras x Santa Cruz na série B de 2003.

Não sou da época das grandes glorias, mais sou da geração da “Defesa que ninguém passa” que fez nascer o santo dos goleiros o SÃO MARCOS. Não tive a sorte de ver a melhor “Linha atacante de raça”. Mas sim sou da “Torcida que canta e vibra!!!”

Ah… por que sou palmeirense? Porque SIM hahaha… porque o Palmeiras é o único time que não consigo ver o jogo com a razão, mais sempre na emoção; porque me identifico com a filosofia e história do Verdão; porque tenho um amor inexplicável;

Bom acho que a melhor resposta pra essa pergunta é frase do grande torcedor palmeirense Joelmir Beting:

Explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense é simplesmente impossível”

Minha Coleção do Verdão

Minha pequena Coleção do Verdão

Palmeiras parabéns por 100 anos de glorias, que este novo ciclo seja 100 vezes melhor. Que eu possa gritar muito de alegria, chorar de emoções por títulos e quem sabe continuar passando este amor incontestável para as próximas gerações.

Por que dizer adeus as seleções que estão na Copa estão tão dolorosas?

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Nossa… essa é uma questão que me veio à mente essa semana, começou nas duas últimas semanas o momento de dizer adeus para 16 seleções que estavam na copa, essas despedidas foram fáceis, aceitáveis, até porque estava mais visível esse tchau devido seu nível de futebol apresentado nessa fase. Mais as despedidas mais dolorosas são das fases de mata-mata, mais por quê?

Bom…  Exatamente o porquê não sei, mais uma coisa é óbvia, são seleções que vão deixar saudades e que fizeram ótimos trabalhos na copa… então vou relatar as minhas dores:

Doeu muito dizer adeus aos chilenos, a seleção teve uma campanha impecável na fase de grupos, sou fã incontestável do Valdivia, e queria ver ele jogar mais um pouco na copa. Mas quis o destino que a seleção La Roja enfrentasse nossa Seleção Brasileira, e não tem outro final a não ser a eliminação… pois queremos o Hexa e só um tem que continuar no show dessa Copa.

Doeu pouco, mais dou, ver os uruguaios ir embora por simples fato do seu grande craque, o Suárez, aprontar no jogo anterior com a Itália, uma mordia pode ter causado a eliminação precoce de uma seleção digna de continuar a luta. Mas a Febre Amarela dos Colombianos da fazendo bonito.

Foi muito doloroso ver os mexicanos serem eliminados poucos minutos do fim da partida… Como dizer tchau pro goleiro mais milagreiro dessa copa? Ou melhor, como escolher entre o ataque mais arrasador da copa versos a defesa mais avassaladora?

Dolorida foi ver as batidas de pênalti entre as zebras da copa (na minha opinião), queria ver as seleções da Grécia e da Costa Rica mais um pouco na competição, porém só uma poderia continuar, então quis os deuses da Copa manter o nosso novo xodó Los Ticos na disputa.

Agora emocionante foi o jogo da França com a Nigéria, a garra em campo do time africano deveria valer um gol, pois não parou um minuto, desejou continuar na copa até a última gota de suor, mas a França, com um time de peso mostrou que veio nesta copa para continuar, então no final do segundo tempo fez um gol e segue vivo na competição. Mais a Nigéria deixa uma lição de garra e determinação, e dizer adeus a essa equipe também foi difícil.

O que dizer na despedida dos argelinos? Que jogo foi esse??? Ver a Argélia sendo o melhor em campo durante todo o primeiro tempo, ver o goleiro defendendo bolas com destino certo para dentro do gol foi de arrepiar, mas o fim dessa história foi o final feliz para o time germânico. Ao time da Argélia, o tchau também doeu…

Emocionante foi ter mais uma vez nesta Copa um almoço a lá Messi… como a argentina tinha torcida, contra rsrs, acho que a Suíça nunca foi tão aplaudida pelos brasileiros em um estádio. Dizer adeus para os suíços foi uma pena, que lição de defesa em campo, marcação em todos os momentos, o que dizer do goleiro no ataque minutos finais das prorrogações? Mais Los Hermanos ficou mais um pouco na Copa.

Mas o jogo mais quente ficou para o último dia, último jogo… Que jogo é esse Bélgica? Que garra é essa equipe Americana? Lições em campo: a Bélgica mostrou que a melhor defesa é o ataque, que não importa o adversário, tem que haver respeito, porém tem que continuar no ataque, prova disso foram mais de 38 finalizações sendo 27 ao gol, que ataque ousado!!!  Os americanos deram tchau porém conseguiu fazer a sua nação entender o que o futebol é nossa paixão…

Quando amamos o esporte, e quando entendemos o poder de cada competidor, o real motivo que o levou a chegar nessa competição, começamos a gostar ainda mais, a respeitar mais. Hoje admiro o esporte por isso, quanto mais eu assisto aos jogos, quanto mais conheço as histórias, a caminhada de cada pessoa, me apaixono mais e as competições ficam mais dolorosas.

Descobri essa dor na Copa, hoje entendo o porquê é dolorida dar adeus a times que tem potencial em continuar a competição, o quanto é emocionante ver jogos de mata-mata, que “matam” lentamente cada seleção, acelera os batimentos cardíacos de cada torcedor, esboça sensações e emoções espontâneas para cada lance.

Termino esse post filosófico com a frase que mais traduz essa emoção: “Os cardiologistas holandeses devem estar muito felizes conosco … ontem (29-06), não deixamos de acreditar, até o último minuto, que poderíamos ganhar.” Ironizou o atacante holandês Robben.

Pois é, essa copa muito eletrizante, espero que meu coração aguente até o final… E Brasil rumo ao Hexa

Por que sofremos nos estádios de futebol?

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Essa dúvida está me incomodando há dias…

Comecei a ler um livro muito bom “Febre de Bola” de Nick Hornby, estou em suas primeiras páginas e a cada dia estou mais apaixonada pelo livro… cheio de histórias e momentos filosóficos…

O que me fascinou é o fato de Hornby ir num tom de leitura que me faz pensar muito além do óbvio… e o primeiro porquê que me ocorreu foi “Porque gostamos de sofrer nos estádios de futebol?”.

Essa questão veio quando Nick conta sua primeira experiência nos estádios de futebol, ele notou o quanto os torcedores ficavam xingando, gritando, se estressando por um simples jogo de futebol… dali ele pensou o que levam os torcedores pagarem ingresso (as vezes um absurdo de caro) irem até lá e não estar feliz? Passar a sensação de que não está curtindo nada do que esta vendo?

Ótimo… me vi ali, na situação dos torcedores em que Hornby ficou indignado. Sou justamente assim… viciada em futebol, fico nervosa, ansiosa antes dos jogos decisivos, durante os jogos do meu time do coração sou outra pessoa, quem me vê pensa que estou sofrendo, triste… só que não!!!

Pensei muito e acho que a melhor explicação para isso foi que para quem curte futebol, ser torcedor é igual a quando estamos num parque de diversão e vamos brincar numa montanha-russa. É isso!!!

Calma vou explicar…

Os momentos que antecedem o jogo é quando estamos na fila, sabemos onde estamos indo, porém começamos a ficar com medo, adrenalina alta porque será uma sensação diferente do dia a dia… O coração bate mais forte quando ficamos frente-a-frente do carrinho do brinquedo, ou seja, quando os jogadores entram em campo logo pensamos “já erra, agora o arbitro vai apitar e nos resta só torcer”

Ai entramos no carrinho, ou melhor, o árbitro apita o início do jogo… sentimos frio na barriga nos loopings, nas voltas radicais… wow… respiramos mais tranquilos quando o carrinho fica num trajeto reto… ufa…, no jogo, as bolas nas traves, as defesas do nosso goleiros são como os loopings e as voltas radicais, quando estamos no ataque, respiramos mais calmos, a posse de bola nos deixa com a sensação de alivio instantâneo…

Por fim, o apito final e a chegada do brinquedo… se o resultado é bom, saímos em êxtase, querendo bis, agitado e felizes… agora se odiamos, não queremos nem saber do brinquedo, aliais, desejamos nem lembrar dessa péssima sensação… porém para um apaixonado por futebol, queremos bis sempre independente do resultado final.

Conclusão: se passamos pela primeira experiência positiva logo de cara, queremos mais, a adrenalina vicia… depois de um, nunca mais queremos deixar de passar por isso. Por mais estressante que seja, são os 90 minutos que deixamos nosso problemas de lado, 90 minutos que podemos extravasar deixar que pensem que somos loucos, 90 minutos de pura adrenalina… são 90 minutos mais prazerosos da vida…

Bom… a resposta desse porquê não tem fonte. Busquei resposta com base na minha vivencia, como um momento filosófico nos Porquês dos Esportes…