Por que a Copa SP a final é dia 25/jan?

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Hoje acontecerá a tradicional final da Copa São Paulo de Futebol Junior, ou para os mais próximos, Copinha.

A copinha existe desde 1969, foi uma ideia da prefeitura do estado de São Paulo, eles queriam estimular a molecada a bater uma bolinha e que esse evento fizesse parte das comemorações do aniversário da cidade, por isso a final sempre do dia 25/janeiro no estadio Pacaembu.

Bom, vamos entender melhor essa competição. Primeiro, o torneio era nomeado de Taça São Paulo Juvenil, a prefeitura de São Paulo bancava o torneio, até 1986, pois em 87 o então prefeito da cidade, Jânio Quadros, decidiu não arcar com a Taça São Paulo, e naquele ano nada de Copinha =(, só no ano seguinte em que a FPF (Federação Paulista de Futebol) começou a ser a administradora. Apenas no ano de 1981 que o torneio limitou a idade dos jogadores de até 20 anos.

Até 1970 a competição só recebia times do estado de SP. Para você ter uma ideia, no primeiro ano só havia 4 times disputavam a Copinha, hoje (edição de 2017) são 120 equipes na competição =0

A Copinha vai além de um evento comemorativo de aniversário de SP, é a vitrine para os nossos futuros craques mostrarem seu futebol ao país, passou na Copinha, mostrou talento, futuro garantido, olha essa lista:

GABRIEL JESUS, atacante – Copa SP 2015

NEYMAR, atacante – Copa SP 2009

VAGNER LOVE, atacante – Copa SP 2003

ROBINHO, atacante – Copa SP 2002

ROGÉRIO CENI, goleiro – Copa SP 1993

CAFÚ, lateral-direito – Copa SP 1998

DENER, meia/atacante – Copa SP 1991

RAÍ, meia – Copa SP 1985

CASAGRANDE, centroavante – Copa SP 1980

 

Fontes:

Como surgiu a Copa São Paulo de Juniores?

https://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_S%C3%A3o_Paulo_de_Futebol_J%C3%BAnior

Por que ler “Rafa minha história”?

Em 2011 ganhei de amigo secreto o livro sobre a vida de Rafael Nadal “Rafa Minha História”, já era fã desse atleta e depois da leitura do livro coloquei ele na minha galeria de atletas sensacionais.

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Parece estranho ler uma autobiografia de um atleta de 25 anos (idade dele na época do livro, 2011), mas Rafa tem muitas histórias, conquistas e superações que mereciam ser relatadas o quanto antes, pelo menos o que eu acho rsrs.

O livro é escrito a quatro mãos, Rafa narra suas histórias e John Carlin, um jornalista britânico que tem um currículo invejável, finaliza cada capitulo com sua visão sobre algo que lhe chamou atenção. Uma autobiografia digna de ser lida, por quê?

Simples, porque Rafa relata em detalhes os esforços de um atleta, como lidar com um esporte totalmente individual em que a mente tem que estar mais preparada que o físico para lidar horas de partidas. E tem mais, conhecer um pouco sobre um atleta que tem sua marca na história esportiva é o máximo.

No meu livro tenho várias marcações de frases motivacionais, superações e recompensas que Rafa e Carlin expressam no livro, mas a minha favorita é essa:

“Quanto a mim, aprendi uma grande lição com aquela conquista. Era a lição que Toni repetia havia anos, mas que só fui descobri que era verdade naquele momento. Aprendi que sempre devemos perseverar e que, por mais remotas que as chances de vitória possam parecer, temos de ir até o limite extremo de nossas capacidades e tentar a sorte. Naquele dia em Melbourne, vi com mais clareza do que nunca que o segredo para o desempenho excelente do tênis está na mente. Se a mente está clara e forte, podemos superar praticamente qualquer obstáculo, até a dor. A mente pode triunfar sobre a matéria. ” (P. 183-4)

Essa frase veio após o 1º título de Nadal num um grand slam em quadra rápida, título em que o fez ser o 1º espanhol a ganhar o Open da Austrália. Venceu de Roger Feder, numa partida de 4 horas e 23 minutos de jogo. Isso tudo em jan-2009, um jovem promissor estava chegando para felicidades dos apaixonados por tênis.

Deixo vocês com os melhores momentos desse jogo:

Até a próxima…