Porque hoje sou Chape

Hoje, uma terça nublada em SP, começou com uma triste notícia…um acidente aéreo que interrompeu sonhos e histórias. A vida é inexplicável, um dia pessoas embarcamos com sonhos, projetos, ideias, rumo a fazer história, no outro… (sem palavras).

De saber que o último jogo dos guerreiros da Chapecoense foi com o meu verdão, e por motivos pessoais não estive no estádio para vê-los, me deixa estarrecida. O time que eu e todo o Brasil iria torcer na final da Sul-Americana, uma equipe que vinha evoluindo ano a ano, que estava escrevendo uma história vitoriosa no futebol nacional, o elenco que foi aplaudido pela minha torcida no ônibus que estava saindo do Allianz, quis o destino, justo hoje, colocar um ponto e vírgula.

Um ponto e vírgula, porque como as cores da Associação Chapecoense de Futebol são o verde e o branco, ou seja, a esperança e a paz. Ver que o mundo, em especial o esportivo, deixando o clubismo de lado e vestindo as cores da Chape, mostra que há esperança e sentimentos em todos… podemos viver em paz.

Ler e ouvir o dia todo mensagens de conforto a todos os familiares e torcedores; dos dirigentes de clubes em ajudar a equipe a se reerguer, faz da história da Chape ficar apenas no ponto e vírgula.

A Chape queria deixar a sua marca na América do Sul, hoje ela foi mais além, deixou o mundo inteiro comovido, hoje ficou claro que o futebol não se limita nas quatro linhas, é mais que isso, há histórias, há planos, há sonhos…

Hoje sou Chape e apoio as campanhas de ajuda de todos os lugares, mesmo sabendo que isso não trará os meninos guerreiros de volta. E assim deixo aqui a minha singela homenagem a essa jovem e promissora equipe de Santa Catarina e aos jornalistas que também tiveram seus sonhos encerrados.

#ForçaChape que Deus conforte todos os corações desolados…